Sonhei de novo aquele sonho que eu não gosto. Que me acorda ofegante e doída e escurece a manhã de domingo. E as vozes que eu, acordada, não paro de ouvir, se juntam às risadas da casa vizinha para me atormentar. O que eu vi, imaginei, sonhei, precisei. Tudo me alcança fácil agora. E eu pensei mesmo que pudesse evitar. Que afastar resolveria. Tentei de verdade porque sei que eu já fui melhor. E que não participo mais desse sonho. Nem como expectadora que virei. Dessa vez escolho o lado de fora. E não se fala mais nisso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário