Me perdi num sonho que eu pintei de tinta guache e reforcei com canetinha. Que larguei numa gaveta qualquer enquanto embriagava a coragem de vinho tinto. Que afastei em troca de delírio. Que deixei desbotar e manchar a escrivaninha. Que eu tentei limpar, mas borrei ainda mais de tinta. Que agora colore o papel de parede da casa vizinha.
21 outubro 2011
19 outubro 2011
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