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21 outubro 2011

Guache

Me perdi num sonho que eu pintei de tinta guache e reforcei com canetinha. Que larguei numa gaveta qualquer enquanto embriagava a coragem de vinho tinto. Que afastei em troca de delírio. Que deixei desbotar e manchar a escrivaninha. Que eu tentei limpar, mas borrei ainda mais de tinta. Que agora colore o papel de parede da casa vizinha.

19 outubro 2011

Desespero. Uma palavra que tem se encaixado com frequencia em meus textos. Talvez porque esteja participando mais ativamente da minha vida. Em breve, mais um texto incontrolavelmente desesperado.
Quebrei o relógio do meu quarto. Os minutos não mais me aprisionam na cama de um tempo frio que resiste a passar só para afrontar a minha urgência por um dias mais razoáveis que os possíveis.