Comprei um vestido de festa
Perdi minha sandália de dança
Fiz uma nova amiga
Enterrei um amor
Abandonei a dieta
Não cuidei da minha flor
Quase prejudiquei alguém sem querer
E briguei com quem eu não queria
26 dezembro 2008
21 dezembro 2008
Para Vocês
Sei que muitos de vocês eu não vou ver mais. Outros, talvez, ainda encontre nesse mundinho pequeno. Com alguns devo manter mais contato. Sei que nada é para sempre, mas a minha sensação nesse momento é que arrancaram algo de mim e eu não estava preparada. Que venham as mudanças e que elas sejam bem-vindas. E quando eu olhar pra trás, vou ter boas recordações desse tempo. Eu tenho um carinho muito grande por vocês. A todos o meu mais sincero obrigada.
14 dezembro 2008
30 novembro 2008
Minha noite com José Saramago

Cinco minutos depois de aberta a bilheteria do Sesc para a distribuição gratuita dos ingressos para o lançamento mundial de A viagem do Elefante, de José Saramago, os convites haviam se esgotado. Essas mesmas pessoas que se apressaram em garantir o seu não desistiram de aguardar na fila por um autógrafo, mesmo que o pessoal da organização tivesse garantido que, por recomendações médicas, o autor autografaria apenas um número limitado de livros e que esse número não chegaria a tanto. Eu também não desisti. Saí de lá sem o meu autógrafo, mas igualmente feliz, como os que exibiam, orgulhosos, a assinatura do autor. Como disse um amigo meu, um autógrafo é mais um capricho, para mostrar aos outros. O que valeu, de verdade, foi ter vivido um desses momentos únicos, como presenciar a emoção de Saramago ao ser ovacionado, por duas vezes, pela platéia. A seguir algumas passagens marcantes da palestra.
“Se tivesse morrido antes de conhecer a Pilar, teria morrido mais velho do que sou hoje”. A platéia interrompeu o discurso do escritor com fortes aplausos de emoção. Ela estava assistindo. Pouco antes, subiu ao palco para ler uma carta que havia escrito quando Saramago terminou A Viagem do Elefante, coisa que chegou a duvidar que presenciaria, por causa da grave doença do marido. Uma mulher simpática, mais jovem e bem-humorada do que eu supunha. Na dedicatória do livro, Saramago escreveu: “A Pilar, que não deixou que eu morresse”. Ele credita a sua cura, inexplicável, à eficiência da medicina, à competência dos médicos e, sobretudo, a Pilar.
A idéia para a Viagem do Elefante surgiu quando Saramago visitou um restaurante na Áustria e soube da história de um elefante que foi levado de Lisboa ao País para ser dado de presente ao arquiduque Maximiliano II. Ele havia escrito 40 páginas, mas precisou interromper o trabalho para o tratamento da doença. Retomou o projeto meses depois e como diz o autor, escrever é uma caixinha de surpresas. “Temos uma idéia, mas o livro se faz, fazendo. É preciso sensibilidade para saber aonde o livro quer chegar. Neste caso, ele quis ser alegre, quando eu tive uma experiência quase trágica e eu deixei”.
“Só o que quero é tempo e vida”. Foi a resposta que Saramago deu a um jornalista de Portugal que perguntou o que mais faltava para ele.
Sobre os mais de 20 anos que ficou sem publicar nada, o autor disse, com a consciência que talvez antes não tivesse, que: “Não tinha nada a dizer que valesse a pena”. Acrescentou também que nunca escreveu um mau livro.
No encerramento, Saramago voltou a fazer a platéia se emocionar. “Escrever é uma responsabilidade enorme, quando se tem leitores e quando esses leitores se multiplicam. Quando se tem um olhar tão crítico quanto o meu. E quando vejo a reação do leitor, tenho vontade de dizer que estou com minha gente. E eu repito isso diante de vocês que sorriram e riram comigo essa noite, que eu estou com a minha gente”.
“Se tivesse morrido antes de conhecer a Pilar, teria morrido mais velho do que sou hoje”. A platéia interrompeu o discurso do escritor com fortes aplausos de emoção. Ela estava assistindo. Pouco antes, subiu ao palco para ler uma carta que havia escrito quando Saramago terminou A Viagem do Elefante, coisa que chegou a duvidar que presenciaria, por causa da grave doença do marido. Uma mulher simpática, mais jovem e bem-humorada do que eu supunha. Na dedicatória do livro, Saramago escreveu: “A Pilar, que não deixou que eu morresse”. Ele credita a sua cura, inexplicável, à eficiência da medicina, à competência dos médicos e, sobretudo, a Pilar.
A idéia para a Viagem do Elefante surgiu quando Saramago visitou um restaurante na Áustria e soube da história de um elefante que foi levado de Lisboa ao País para ser dado de presente ao arquiduque Maximiliano II. Ele havia escrito 40 páginas, mas precisou interromper o trabalho para o tratamento da doença. Retomou o projeto meses depois e como diz o autor, escrever é uma caixinha de surpresas. “Temos uma idéia, mas o livro se faz, fazendo. É preciso sensibilidade para saber aonde o livro quer chegar. Neste caso, ele quis ser alegre, quando eu tive uma experiência quase trágica e eu deixei”.
“Só o que quero é tempo e vida”. Foi a resposta que Saramago deu a um jornalista de Portugal que perguntou o que mais faltava para ele.
Sobre os mais de 20 anos que ficou sem publicar nada, o autor disse, com a consciência que talvez antes não tivesse, que: “Não tinha nada a dizer que valesse a pena”. Acrescentou também que nunca escreveu um mau livro.
No encerramento, Saramago voltou a fazer a platéia se emocionar. “Escrever é uma responsabilidade enorme, quando se tem leitores e quando esses leitores se multiplicam. Quando se tem um olhar tão crítico quanto o meu. E quando vejo a reação do leitor, tenho vontade de dizer que estou com minha gente. E eu repito isso diante de vocês que sorriram e riram comigo essa noite, que eu estou com a minha gente”.
10 novembro 2008
Longe Demais
A dois passos
Proibido
Caminho cruel
Inconsciente
Passo devagar
Feridas expostas
Medidas
Disfarço
Conto os passos
Você passa
A dois passos
Não consigo
Vejo você
Perto
A dois passos
Demais
De mim.
Proibido
Caminho cruel
Inconsciente
Passo devagar
Feridas expostas
Medidas
Disfarço
Conto os passos
Você passa
A dois passos
Não consigo
Vejo você
Perto
A dois passos
Demais
De mim.
09 novembro 2008
O que você espera
Hoje eu vou
Destruir o seu carro e incendiar a sua casa
Se você se humilhar, eu poupo o seu gato
Hoje eu vou
Espalhar os seus segredos e distribuir o seu dinheiro
Eu quero ver até onde vai o seu medo
Hoje eu vou
Ser o seu algoz, o seu pesadelo,
Você vai chorar, vai se arrepender... Eu?
Eu vou zombar da sua tristeza
Hoje eu vou
Ser o que você espera de mim
Destruir o seu carro e incendiar a sua casa
Se você se humilhar, eu poupo o seu gato
Hoje eu vou
Espalhar os seus segredos e distribuir o seu dinheiro
Eu quero ver até onde vai o seu medo
Hoje eu vou
Ser o seu algoz, o seu pesadelo,
Você vai chorar, vai se arrepender... Eu?
Eu vou zombar da sua tristeza
Hoje eu vou
Ser o que você espera de mim
08 novembro 2008
Antro Exposto
Dois Lados
Arrancou a folha do mês de agosto e viu setembro chegar ao calendário, pela primeira vez em muitos meses, com dinheiro na conta. Duzentos reais. Pensou em comprar um, quem sabe dois pares de botas de cano longo já que, com a proximidade da primavera, as lojas estariam liquidando. Mas logo percebeu que, se conseguiu pôr as finanças em ordem, foi porque evitou pensamentos como esse. E ao se dar conta que esses segundos que lhe fizeram sorrir poderiam facilmente levar o que conquistou durante meses, sentiu um vazio enorme. Não que se importasse em ver os seus duzentos transformados em dois pares de botas, embora soubesse que o mais prudente seria poupá-los para o fim do ano. O que a incomodava era lembrar que uma decisão, tomada muitas vezes por impulso, poderia pôr a perder o que minutos antes estava tão próximo de si que julgaria ser seu. Era primeiro de setembro e a caixinha do correio estava vazia. A ausência de contas só não tornou a sua manhã perfeita porque o vácuo que sentiu ao percorrer a mão por dentro da caixa causava uma dor tão profunda que, todas as manhãs, ao repetir o gesto, saía de casa com o desejo de que algo ruim lhe acontecesse. Mas logo que esse pensamento lhe vinha, envergonhava-se de tal maneira que não conseguia encarar as pessoas e torcia para não encontrar ninguém conhecido que viesse puxar papo até o ponto do ônibus. Não tinha tendência à depressão, mas há tanto tempo esperava por uma resposta que nunca chegava que acabara por se tornar dependente dela. Sabia que o desprezo, por si só, já era uma resposta, talvez a pior. Preferiria ouvir os piores palavrões e ser amaldiçoada por cem gerações. Mas essa que era a pior das respostas se revelaria também inacabada, porque enquanto não ouvisse os palavrões e não fosse amaldiçoada, uma esperança que não era bem vinda dominava os seus pensamentos todas as noites, e, por mais que soubesse que era por culpa dessa esperança que sempre acordava ansiosa por uma resposta que jamais teria, ela lhe agradecia, porque era só quando podia esperar pelo perdão, na caixinha do correio, na manhã seguinte, que conseguia dormir.
Entre e fique à vontade
Esse ano resolvi me conectar ao mundo virtual. Primeiro, foi o orkut (que eu uso pouco), depois o twitter (que eu quase não uso), agora o Blog (que eu pretendo usar mais). Vou compartilhar com vocês um pouco das minhas idéias e opiniões. Como também vou escrever ficção, adianto, desde já, que nem tudo será autobiográfico, mas pode ser inspirado nas minhas experiências e de pessoas próximas ou não. Entre, fique muito à vontade e deixe seu comentário, se quiser. Um abraço a todos.
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