01 fevereiro 2011
Texto para Gisele Crepaldi
Dias de sol não agradam. Pressão cai, preguiça contamina. Vontade de não fazer nada. Tinha de ser inventado restaurante que oferecesse a sesta. Rede ao lado da mesa deveria ser serviço básico. Escova. Estica e puxa e o suor redobra o trabalho. Ainda se muda para Moscou. E se da primavera pulássemos para o outono? Melhor não corrermos o risco de perder a simpatia das aquarianas. Vale enfrentar os 35 graus. Tem compromisso. Não. Soa obrigação. Tem é salsa. “Soñe... contigo soñe”! Dança comigo? Só se depois tiver pizza. Criação dela: sorvete, chantily e M&M´s. Tem até nome. Delluchetti. E não é que a combinação poderia dar em roupa de passarela. E Lembra infância. Ah a vida vinha embrulhada numa bola de sabão. Andar de bicicleta era diversão, não exercício para a perna. A perna dói. A sola do pé formiga. O Nextel toca. Mais uma? Pode ser a próxima? A pista está cheia. E dia seguinte acorda cedo. Vai descer a correnteza e sentir que a vida ainda pode caber dentro da bola de sabão. E vai se lembrar que a Tiffany é logo ali. Quem sabe amanhã não seja ela a bonequinha de luxo. Sua casa é o palco. Alguém disse que não há lugar melhor do que a nossa casa. Mas e se la não for desse mundo? Seria de Marte, Júpiter ou Saturno? De onde for, não está sozinha. Hoje, sonho. Amanhã, aplausos. E a pedreira já não assusta mais. O desafio pede concentração. É difícil. Como é difícil! E se o caminho que escolheu não for o certo? Quem pode saber se a vida é assim: um dia aventura, outro, obrigação. Uma noite, lua cheia. Outra, sem estrela. Ela sabe que consegue. Já provou que pode. E pensa que se perder é chance de encontrar caminho novo. E lava a alma!!!
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